quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DICAS DE PASSEIO NO RIO: TOUR DE IGREJAS BARROCAS

Tour de Igrejas Barrocas Centro do Rio 09/12/2017: Igreja da Venerável Ordem 3a. de São Francisco da Penitência, Mosteiro de Santo Antônio ,Museu de Arte Sacra Franciscano e Exposição de Presépios, Igreja de São José com o Concerto de Natal de Portugal e Igreja de Nossa Sra do Carmo da Antiga Sé.


IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO DA PENITÊNCIA


É uma igreja colonial localizada junto ao Convento de Santo Antônio, no morro do mesmo nome, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Pela sua decoração barroca exuberante, é considerada uma das mais importantes da cidade e do país.
Os frades da Ordem dos Terceiros de São Francisco se instalaram no Rio de Janeiro em 1619, ocupando uma capela dentro da igreja do convento franciscano de Santo Antônio, localizado no alto de um morro (o Morro de Santo Antônio). Na metade do século XVII, o convento franciscano lhes doou um terreno ao lado da igreja do convento para que construíssem aí seu próprio templo. A Igreja de São Francisco da Penitência foi construída, com interrupções, entre 1657 e 1733.

Nave, arco-cruzeiro e capela-mor da Igreja de São Francisco da Penitência.
Além da igreja, a Ordem construiu no século XVIII um hospital (Hospital de São Francisco da Penitência) no largo em frente ao morro (o Largo da Carioca). No início do século XX, durante as reformas promovidas pelo prefeito Pereira Passos, o hospital foi transferido para a Tijuca e o edifício demolido.
Junto com a igreja do Mosteiro de São Bento, a Igreja de São Francisco da Penitência é o principal mostruário de arte barroca no Rio de Janeiro. Atualmente a igreja funciona como Museu de Arte Sacra, merecendo ser visitado junto com o vizinho Convento de Santo Antônio.
Aberto à visitação de segunda à sexta 9:00-12:00 e 13:00-16:00.




                                   CONVENTO DE SANTO ANTÔNIO



 Convento de Santo Antônio é um mosteiro católico pertencente à Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil localizado no alto do Morro de Santo Antônio e voltado para o Largo da Carioca, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. O convento forma, junto com a vizinha Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência,um dos mais antigos e importantes conjuntos coloniais remanescentes da cidade.
A história do Convento de Santo Antônio começa em 1592, quando chegaram os primeiros frades franciscanos ao Rio de Janeiro, que se instalaram provisoriamente junto à Praia de Santa Luzia. Pouco tempo depois os franciscanos ergueram uma pequena ermida no alto de uma colina localizada em uma área um pouco mais distante do litoral. Em 1607, foi-lhes concedida a posse definitiva da colina, atualmente conhecida como Morro de Santo Antônio, no qual começaram a construir o convento em 4 de junho de 1608. O autor do primeiro projeto foi o frei Francisco dos Santos, mas vários outros religiosos e arquitetos franciscanos interferiram na obra. A primeira missa foi rezada em 7 de fevereiro de 1615 com a igreja do convento ainda em obras, e somente em 1620 foi terminado o conjunto. Entre 1748 e 1780 o convento passou por sua primeira ampliação, ganhando um segundo andar onde se instalariam mais frades da ordem.
Ao sopé da colina havia um alagadiço, posteriormente batizado de Lagoa de Santo Antônio, que foi drenada e aterrada a partir 1679, por iniciativa dos próprios franciscanos que sofriam com o mau cheiro e a proliferação de mosquitos. O caminho da vala aberta para o escoamento das águas acabaria por se tornar a Rua da Vala, atual Rua Uruguaiana. A Lagoa de Santo Antônio ocupava a área do atual Largo da Carioca.
Entre 1697 e 1701, a fachada da igreja do convento foi ampliada, contando agora com uma galilé com três arcos de entrada. Na segunda metade do século XVIII os arcos foram substituídos por portais barrocos esculpidos em pedra de lioz. Os portais são encimados por três janelas, por sua vez encimadas por um frontão com recortes contra-curvados. Esse frontão de estilo neocolonial foi introduzido durante uma reforma realizada na década de 1920, e recentemente foi desfeito para a recuperação do frontão triangular original, de feição maneirista – como aliás eram os frontões dos templos mais antigos da cidade, como os das igrejas de Santo Inácio (demolida) e do Mosteiro de São Bento. Em 1649 foi concluído o muro que cercava o convento.
O interior da igreja é bastante simples e tradicional, de forma retangular e com uma só nave. A capela principal e os altares laterais têm talha dourada do período entre 1716 e 1719, de feição barroca tardia, mais típica do século XVII que do século XVIII. O altar principal, com uma imagem de Santo Antônio, tem as típicas colunas retorcidas (salomônicas) e arcos concêntricos de carregada decoração. As paredes e o teto da capela são totalmente cobertos de talha e possuem painéis pintados que contam a vida de Santo Antônio, formando um belo conjunto. Do lado direito da igreja está a capela da Ordem Terceira de São Francisco, com talha mais tardia. No subcoro, junto à entrada da igreja, há uma série de curiosos bustos dos Dezoito Mártires do Japão, em memória dos frades franciscanos martirizados no século XVII naquele país.
Há também duas imagens de terracota do século XVII que representam o nascimento e a morte de São Francisco de Assis.
O convento foi muito alterado e ampliado ao longo do tempo, sendo essencialmente um edifício da segunda metade do século XVIII, embora a maior parte das modificações tenha sido realizada no século XX. A extensa fachada virada para o Largo da Carioca tem várias janelas de forma quase quadrada, muito espaçadas, que indicam a antiguidade do edifício. Um enorme cunhal de cantaria, na esquina do convento, é encimado por um grande pináculo. No interior há um claustro, de planta quadrada, ainda utilizado pelos frades do convento.




IGREJA DE SÃO JOSÉ



O templo dedicado a São José teve sua origem em uma pequena ermida construída 
em 1608 pelo ermitão Egas Muniz, a capela serviu, a partir de 1659, como Matriz e
Sé do Rio de Janeiro e foi submetida a diversas reconstruções.No século seguinte, 
a igreja voltou a sofrernovas obras entre 1725 e 1729.    Em 1751 é a Matriz da 
Freguesia de São José. Em 1807, a Irmandade de São José deu início às obras da
atual Igreja sob a responsabilidade do Mestre Félix José de Souza, substituído, em
1815, pelo arquiteto do Paço, João da Silva Muniz, sendo inaugurada em 1842. 
A igreja de estilo barroco tardio possui nave única e corredores laterais onde se 
localizam um púlpito e três tribunas, na capela-mor tem abóbada semelhante à da 
nave, e possui duas tribunas por banda. Seu interior é decorado com talha de estilo 
rococó de autoria de Simeão de Nazaré, discípulo do Mestre Valentim. Em seu 
frontispício pesado predominam os elementos horizontais de cantaria, compostos
pela cimalha, pelo embasamento das duas sineiras e do acrotério central. Numa 
delas está instalado o famoso carrilhão, ali existente desde 1883. De sua imaginária
destacou-se a imagem de São José procedente da França e doada à Irmandade pelo 
Comendador José Pinto de Oliveira, em 1884, e o grupo escultórico localizado atrás
do altar-mor com figuras de São José abatido pela doença, Maria e Jesus. No arquivo 
da Irmandade, dos mais importantes da cidade, conservam-se livros que pertenceram
à confraria dos carpinteiros e pedreiros do Rio de Janeiro, a confraria de São José.

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO MONTE DO CARMO DA ANTIGA SÉ


Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé é uma paróquia da Igreja
Católica, localizada na Rua Sete de Setembro, nº14 com a Rua 1º de Março, no
Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Foi a sede episcopal da Arquidio-
cese de São Sebastião do Rio de Janeiro até 1976, quando foi concluída a 
nova Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, razão pela qual também é 
referida como Antiga Sé.
A igreja localiza-se em frente à histórica Praça XV de Novembro, ao lado dos
edifícios coloniais do antigo Convento do Carmo e da Igreja da Ordem 
Terceira do Carmo (que é mais propriamente a igreja cuja titular é Nossa
Senhora do Monte do Carmo)
A igreja remonta à primitiva capela do vizinho Convento do Carmo, um dos
mais antigos da cidade, fundado ainda no século XVI.
Quando os carmelitas chegaram à cidade, por volta de 1590, foi-lhes doada
uma capelinha dedicada a Nossa Senhora do Ó, na então Rua Direita (atual
Rua 1º de Março), perto da praia, local do atual templo. Ao longo dos séc.
XVII XVIII, os frades construíram um grande convento ao lado da capela,
edificação ainda existente, apesar de parcialmente descaracterizada.
A primitiva capela deu lugar à atual igreja a partir de 1761. As obras, a
cargo do Mestre Manuel Alves Setúbal, estenderam-se por quinze anos,
tendo o novo templo sido sagrado em 22 de Julho de 1770, com uma
procissão solene.
A talha dourada em estilo rococó do interior, de grande beleza, foi
realizada por mestre Inácio Ferreira Pinto a partir de 1785.
Como a chegada da família real portuguesa e de sua corte ao Rio de
Janeiro, em 1808, o vizinho Paço dos Vice-Reis (atual Paço Imperial)
foi utilizado como casa de despachos da corte. A rainha D. Maria I
(1777-1816) foi instalada no também vizinho Convento do Carmo,
sendo ambos os edifícios ligados por um passadiço elevado (hoje
inexistente) sobre a Rua Direita. Por ser o templo mais próximo,
D. João VI designou a Igreja de Nossa Senhora do Carmo
como nova Capela Real Portuguesa e, pouco mais tarde, também
como Catedral do Rio de Janeiro, condição que manteve até 1976,
quando foi inaugurada a Catedral de São Sebastião do Rio de
Janeiro, na Avenida República do Chile.
Como capela real, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo foi palco
de importantes eventos, como a sagração de D. João VI como
rei de Portugal, em 20 de março de 1816, após a morte de Dona
Maria I. Ali também o príncipe D. Pedro, futuro imperador do Brasil,
recebeu sua esposa D. Leopoldina de Áustria, no dia 6 de novembro
de 1817, com quem se tinha casado por procuração alguns meses
antes na Itália.
Nesse período, a igreja teve muita importância no desenvolvimento
da música erudita no Rio de Janeiro. Foram regentes e
compositores da Capela Real o brasileiro Padre José Maurício Nunes
 Garcia e o português Marcos Portugal.
Por determinação do Cardeal Arcoverde, a torre foi reconstruída em 
1905 e, em 1910, construiu-se o frontispício voltado para a Rua 7 de
Setembro. Estas obras afastaram o conjunto das suas linhas originais.
Em 1976, quando a Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro
foi concluída, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo perdeu a sua 
condição de catedral, sendo, a partir daí, também chamada a Antiga Sé.
A fachada principal da igreja é um tanto assimétrica devido ao
posicionamento da torre, longe do corpo central. Por volta de 1900,
a fachada e a torre foram muito alteradas; apenas o primeiro andar
da fachada, com os três portais em estilo pombalino lisboeta, é ainda
original. A estátua em um nicho da fachada representa o santo
padroeiro da cidade, São Sebastião. A torre, reconstruída
entre 1905 e 1913 pelo arquiteto italiano Rafael Rebecchi,
é encimada por uma estátua, em bronze, de Nossa Senhora da Conceição.
No interior, as paredes da nave única possuem uma série de capelas
laterais profundas separadas por pilastras. Sobre cada capela, há
um balcão (tribuna) que se alterna com pilastras contendo telas
ovais com pinturas dos apóstolos, de autoria do pintor colonial 
José Leandro de Carvalho. O teto, de madeira curvada, é subdividido
em tramos que acompanham as divisões da nave. Sobre cada balcão, 
há uma abertura no teto (luneta) que permite a entrada de luz. 
No fundo da nave, encontra-se a capela-mor, separada desta por um 
arco-cruzeiro.
A decoração do interior é a principal atração artística do edifício,
graças ao magnífico trabalho de talha dourada de feição rococó
que cobre a capela-mor, arco-cruzeiro, capelas laterais, nave e 
teto. A talha, de grande unidade de estilo, foi executada a partir 
de 1785 pelo escultor Inácio Ferreira Pinto, um dos maiores 
artistas do Rio de Janeiro colonial. A estética rococó da talha 
é evidenciada pelo tipo e distribuição dos ornatos, repartidos em 
painéis com molduras douradas, que não chegam a cobrir toda
a superfície, permitindo o contraste entre o dourado e os fundos
brancos e transmitindo uma sensação de elegância.
Num jazigo que fica abaixo da capela do santíssimo, se 
encontram depositados, desde 1903, em uma urna de chumbo, 
parte dos restos mortais de Pedro Álvares Cabraldescobridor
do Brasil, que jazem na Igreja de Santa Maria da Graça, em 
Santarém, em Portugal.
Em dois dos sete sinos no campanário, encontra-se gravada
a data de fabricação: 1623. Um desses sete sinos foi fundido
por João Batista Jardineiro em 1822, ostentando as armas 
da família real portuguesa e a inscrição D. João VI.

IGREJA DA VENERÁVEL E ARQUIEPISCOPAL ORDEM
TERCEIRA DE NOSSA SENHORA DO MONTE DO CARMO
OU IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DO CARMO


A Ordem Terceira do Carmo funcionava no Rio de Janeiro desde o século 
XVII, ocupando uma capela próxima ao Convento do Carmo
A Ordem decidiu-se pela construção de uma nova igreja em 1752. 
O projeto é atribuído ao português Manuel Alves Setúbal, também 
construtor do edifício, com planta modificada por Frei Xavier Vaz
de Carvalho. As obras se estenderam de 1755 a 1770, ficando as
torres inacabadas. As torres atuais, com suas cúpulas bulbosas
cobertas de azulejos, só seriam construídas entre 1847 a 1850
pelo arquiteto Manuel Joaquim de Melo Corte Real, professor
de desenho da Academia Imperial de Belas Artes.
A fachada da Igreja da Ordem Terceira do Carmo é muito elegante, 
com belos portais, janelões e com um frontão contracurvado típico
do barroco. A fachada é única entre as igrejas coloniais do Rio de 
Janeiro por ser totalmente revestida com pedra, sem o contraste
entre a cantaria e o reboco branco, característica da maioria 
das igrejas coloniais brasileiras. A fachada de pedra, assim
como o perfil dos janelões, colunas e portais da fachada são 
influência da arquitetura lisboeta da época pombalina. 
O uso das fachadas totalmente em pedra não se firmou no Rio,
possivelmente pelo fato da pedra carioca ser demasiadamente escura.



Detalhe do portal principal‎ trazido de Lisboa em 1761. 
O medalhão mostra São Simão Stock recebendo o 
escapulário das mãos da Virgem do Carmo, que carrega 
no colo o Menino Jesus.
Os portais principal e lateral da igreja, em pedra de lioz
portuguesa e contendo medalhões com a Virgem e o 
Menino, são magníficos. Foram encomendados a 
escultores lisboetas e instalados em 1761. 
São considerados os melhores do tipo no Rio de Janeiro.
A igreja é de nave única com corredores laterais com 
capelas laterais e capela-mor retangular. A talha dourada
da igreja, de feição rococó, é muito valiosa. A decoração
interna começou em 1768 com o entalhador Luiz da 
Fonseca Rosa, que a partir de 1780 foi auxiliado por 
Valentim da Fonseca e Silva (o Mestre Valentim). 
Mestre Valentim trabalharia na igreja até 1800. 
A Capela do Noviciado, construída à direita da capela-mor,
é revestida por belíssima talha rococó de Mestre Valentim, 
uma de suas obras-primas, esculpida entre 1772 e 1773. 
As telas da capela são obra do pintor colonial Manuel da 
Cunha.
Entre 1829 e 1855 as paredes da nave foram preenchidas 
com talha pelo escultor Antônio de Pádua e Castro,
o que deu ao interior um aspecto mais homogêneo. 
Também no século XIX se abriu uma pequena cúpula
sobre a capela-mor para permitir a entrada de luz.
A Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do
Carmo foi fundada no Rio de Janeiro em 1648, pelos
leigos Balthazar de Castilho de Andrade, André da Rosa
e Francisco Nunes, e pelos freis Antônio dos Anjos e
Ignácio da Purificação. Dedicada a pessoas da vida
comum, e visando à busca da perfeição cristã sob o
carisma carmelitano, a ordem adotou como objetivos,
além da difusão do culto a Nossa Senhora do Carmo,
a propagação da fé católica e o exercício da caridade
(mais detalhes sobre os terciários carmelitas no
texto sobre a Igreja da O. Terceira do Carmo de Salvador).
Durante muitos anos, as atividades da ordem terceira
ocorreram dentro da igreja conventual do Carmo (dos
religiosos de vida consagrada), que, na época, era
a antiga Igreja de Nossa Senhora do Ó
(posteriormente demolida). No entanto, com o passar
dos anos, o número de membros foi crescendo,
surgindo a necessidade de se fazer uma igreja própria.
Conforme o costume da época, a igreja dos irmãos
terceiros era construída próxima, ou mesmo ao lado,
 das igrejas conventuais. Assim, após terem obtido
a doação de um terreno exatamente ao lado do
convento (em 1749), os irmãos terceiros buscaram
reunir esforços para erguer sua capela.
No entanto, consta que os frades carmelitas não
gostaram da ideia, por receio de que as obras
abalassem as estruturas da igreja conventual
(que na época estava bastante deteriorada).
Originou-se então um longo debate, que foi
inclusive parar na Justiça. Após três anos de
discussões, os frades resolveram reconstruir
também sua igreja, abrindo caminho para que,
em 1755, pudesse enfim ser colocada a primeira
pedra da igreja dos terceiros.
As obras fluíram rapidamente, e, em 1761, foi
instalado um belo portal, feito em pedra de Lioz
– a obra veio de Lisboa, e representa Nossa
Senhora do Carmo e São Simão Stock.
É considerado o mais belo e refinado portal da
cidade, e inclusive teria servido de inspiração
 para o Aleijadinho, que esteve no Rio anos
depois (em 1777).
A fachada da igreja foi revestida de pedra
de cantaria (granito), e as torres são
terminadas por bulbos revestidos de azulejos,
 com uma configuração estilística de
influência mourisca. O desenho delas é de
autoria de Manuel Joaquim de Mello Corte
Real, professor da Imperial Academia
de Belas Artes, e vale lembrar que essas
torres foram finalizadas muitas décadas depois,
 somente em meados do século XIX.
O interior da igreja é totalmente coberto de
madeira entalhada, obra de Antonio de Padua
Castro e Luiz da Fonseca Rosa, um dos mentores
 do Mestre Valentim. Este último também
participou da decoração interior da igreja,
sobretudo no entalhamento da Capela do Noviciado.
O belíssimo altar-mor da igreja seria obra de ambos.
Seguindo a tradição das igrejas de terceiros
carmelitas, os altares laterais do templo
apresentam imagens de Cristo durante sua Paixão.
Embora a igreja só tenha sido terminada no século
XIX, já no ano de 1770 foi celebrada a primeira
missa no local, permitindo o início das atividades
da Ordem Terceira no novo templo. Além da igreja,
os terciários carmelitas também  empreenderam a
fundação do Hospital do Carmo, em 1870, e que
segue em suas atividades até os dias atuais.
Serviço : horário das missas de segunda a sexta as 12h, 
a secretaria abre de 2a. a 6a feira de 8 as 16:00 e sábados se 8 as 11h .

http://www.igrejanscarmorj.com.br/ site oficial da igreja


 








 


                                             



 
 





MUSEU NACIONAL

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